Regras do Hotel

* Dias e Horários para hospedagem: A parti das 12:00hs de Sexta Feira até as 17:30hs de Domingo.

* Por motivo de segurança a parti das 21:00hs os portões de entrada são fechados.

* Não é permitida a permanência de quaisquer animais dentro dos quartos.

* Os valores de hospedagem incluem taxa de uso da piscina.

* Os valores são cobrados por pessoa.

Atenção!! É muito importante o acesso à pagina de reserva para ficar ciente acerca do regulamento de reserva do hotel

OBS: NÃO SERVIMOS PETISCOS NOS SEGUINTES HORÁRIOS:

ENTRE 11:00 E 13:30 (todos os dias)

APÓS ÀS 20:30 (sextas e sábados)

APÓS ÀS 17:00 (domingos)

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Depoimentos

Crônicas do Haroldo - A poucos quilômetros de Boa Vista, casal diversifica, transforma local destinado à bovino cultura em hotel fazenda e descobre que hotelaria dá menos trabalho e rende mais.

A modernidade paga seus preços. Hoje em dia, crianças que moram em médias e grandes cidades brasileiras - sem jardins zoológicos -, dificilmente viram animais vivos ou tiveram contato com eles. Uma simples galinha provoca curiosidade (e às vezes medo). Foi-se o tempo em que residências deste país tinham quintais com criações que serviam para alimentar seres humanos. Atualmente, porcos e frangos são “produtos de supermercado”.

A demanda provoca a oferta. Seguindo o ditame do princípio econômico, sítios, chácaras e fazendas no entorno de urbanizações são adaptados e estruturados para receber pessoas que buscam desfrutar a natureza e ter contato com a vida no campo. A petizada faz festa.

No município de Cantá, cerca de 70 quilômetros da capital do Estado, na margem direita do rio Quitauaú, em meio a densa floresta virgem, o Hotel Fazenda Castanhal surge como o primeiro empreendimento da modalidade em Roraima.

Depois da ponte sobre o rio Branco, o visitante tem duas opões para chegar ao paraíso criado por Gerusa e Edson Carvalho de Moraes. Seguindo pela BR-401, entra à direita na BR-432, que leva à cidade do Cantá. São 48 quilômetros de via asfaltada mais 22 de estrada de terra. Se optar pela vicinal que dá acesso às vilas Serra Grande I e Fonte Nova, depois de passar pelo Haras Cunhã Pucá, ele enfrentará 50 quilômetros de rodovia de terra (de boa qualidade, apesar de a má conservação em algumas pontes de madeira exigir cautela).

Qualquer que seja a opção, depois de passar pela vila Fonte Nova, o viajante entra em uma vereda bem cuidada (cerca de três quilômetros de extensão) e, ali, começa a sentir que a rotina da vida urbana ficou para trás. Árvores nativas da mata que cobre a região são conservadas pelos proprietários de 1,25 mil hectares de terra.

Depois de rodar poucos metros, ouvirá o canto forte e misterioso de capitães do mato – aves multicoloridas que adotam áreas intocadas como se fossem suas e, ao sentir presença de seres estranhos, alertam animais da vizinhança. A possibilidade de ver iraras (jaguapé ou papa-mel), tamanduás, cotias, mutuns (aves de médio porte) cruzando a vereda é grande.

Ao lado direito da estradinha, por todo o trajeto, dezenas de pés de cupuaçu e genipapo. As mudas – no momento com cerca de um metro de altura – foram plantadas por Edson, que faz questão de cultivar vegetais que pertençam ao ecossistema local.

Depois da mata fechada, um portão de ferro – que deve ser mantido fechado para evitar fuga de animais - e imenso espaço aberto. Ali adiante, um lago dá as boas vindas. Dessa entrada, descortinam-se as instalações que proporcionarão conforto, comidas e bebidas de qualidade e horas de lazer. Um imponente prédio rosado de três andares chama a atenção.

No amplo estacionamento, Edson vem receber a clientela. Simpático, conversador, cheio de histórias de pescador, o paraense de 54 anos, servidor concursado da Secretaria de Fazenda do Estado de Roraima, dá as boas vindas, fala sobre a variedade de serviços oferecidos e tira dúvidas.

Uns poucos passos à frente, passarela sobre terreiro gramado, bem cuidado, repleto de flores, leva ao restaurante. Por detrás do balcão, na cozinha, Gerusa comanda auxiliares que produzirão pratos saborosos.

A atividade surgiu por acaso. Edson e Gerusa adquiriram terras pensando em lugar para descansar na velhice. Para que não virasse um poço de despesas, decidiram criar gado. Com ajuda do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), o burocrata mergulhou nos mistérios da bovinocultura.

Certo dia, um encontro da instituição encerrou-se com almoço na Fazenda Castanhal. Na reunião, um técnico paulista mostrou a Gerusa que o local e as instalações ofereciam condições ideais para lucrativo hotel fazenda.

Dada a desafios, a maranhense, aceitou convite para visitar empreendimentos similares no sul do País e apreender mecanismos. “O que vi por lá era coisa grande. Muito além de nossas posses. Logo, no entanto, convenci-me de que poderíamos começar e, devagar, de acordo com o andamento, fazer o empreendimento prosperar”, declara a sorridente administradora.

Inaugurado em novembro de 2009, o movimento começou por divulgação boca a boca. Depois da criação do um site (www.fazendacastanhal.com.br), a procura explodiu. Em fins de semana prolongados, a lotação é fechada com muita antecedência. “Para o carnaval, por exemplo, não temos mais vagas”, festeja Edson.

Gerusa diz-se surpresa com a força da internet: “Por meio dessa ferramenta, já recebemos clientes do Rio de Janeiro, Belém, Manaus e Venezuela. Há pouco tempo, um grupo de suíços veio a Roraima para a festa de casamento de um patrício deles e escolheu nosso hotel para ficar”, comenta.

Admirador inconteste da disposição e da coragem da companheira, Edson diz que o hotel oferece rentabilidade bem maior do que gado de corte e afirma que “hoje, a receita cobre todas as despesas operacionais, deixa folga para investimento “e ainda sobram uns trocadinhos para a fazenda”.

Ampliação - O sucesso do empreendimento empolga. Atualmente, o casal pleiteia financiamento para construção de mais seis apartamentos e um complexo de piscinas para adultos e crianças. Equipamentos manuais e motorizados serão adquiridos para atender a crescente demanda.

Em pavilhão térreo, são cinco apartamentos; no terceiro andar do casarão, com vista privilegiada e o sopro da cruviana (nome dado à brisa roraimense), a suíte matrimonial. Confortáveis, os aposentos são equipados com banheiro, duas camas - uma de casal e uma de solteiro-, ar-condiconado, televisor e DVD player. Em volta das instalações, pracinhas com nomes sugestivos: “Cantinho do amor”, “Espaço das crianças”...

O Hotel Fazenda Castanhal conta com amplo, confortável e arejado restaurante, sala de reuniões, sala de televisão, salão de jogos e alguns pequenos e aconchegantes espaços para reuniões de família ou de pequenos grupos mais íntimos.

Bem arborizada, com árvores frutíferas e plantas ornamentais, uma área medindo mais de 6 mil metros quadrados forma o terreiro; nele, ovelhas, galinhas, patos e picotes procuram alimentos. Dois bois mansos - de pernas curtas - se aproximam dos visitantes em busca de carinho. Atrás da casa, uma pata choca ninhada de 20 ovos. Descendo rumo Leste, cavalos, bois e carneiros pastam à margem do lago artificial onde se criam tambaquis que podem ser pescados e serão pagos de acordo com o peso. Ali, também se pode pegar surubins com mais de 10 quilos.

Poucos metros adiante, o rio Quitauaú oferece mais alguns bons lugares para pescaria. As praias são verdadeiro convite para quem desejar aproveitar o sol e mudar o tom da pele. Pasmem: cercado por matas tropicais e muita água, raros são os mosquitos que surgem para incomodar o visitante.

Gastronomia e entretenimento - No café da manhã, o Hotel Fazenda Castanhal oferece bolos variados, cuscuz, tapioca, doces, mingaus, café, leite fresquinho - direto da fonte -, sucos, achocolatados e guloseimas da culinária regional; no almoço, além dos tradicionais arroz, feijão, salada, farofa e maionese, há galinha caipira, frango e peixe assados, carnes de porco e de vaca; e, no jantar, sopas, canja e comidinhas mais leves. Pedidos especiais também são atendidos.

Cavalos mansos e bem encilhados estão à disposição do visitante. Além disso, há bicicletas, barcos e quadriciclos para aluguel. Na sala de jogos, uma sinuca espera pelos aficcionados.

Consciência ecológica

Edson e Gerusa se preocupam com o meio ambiente e não excedem um mísero metro quadrado da faixa que lhes é autorizada para desmatamento. Na Fazenda Castanhal, é expressamente proibido retirar madeira da floresta para construção, queima ou qualquer outro fim.

Como as terras fazem divisa com a pequena vila Fonte Nova, o casal faz questão de praticar a política da boa vizinhança: procuram manter relacionamento cordial com moradores do lugarejo e lutam para que o santuário ambiental seja mantido.

Depois de cada fim de semana, o lixo é recolhido por colaboradores do casal e levado para ser despejado em local apropriado na cidade de Boa Vista.

Fonte da Notícia : www.roraimahoje.com.br
Texto e fotos: Aroldo Pinheiro – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

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